A abordagem tradicional dita a fabricação de duas partes separadas para uma montagem posterior. Contudo, essa escolha gera custos com dois ferramentais, tempo de linha e o risco de falhas no ajuste mecânico.

Para contornar esse desafio, recorre-se à tecnologia de bi-injeção plástico. Esse processo elimina a montagem manual ao fundir dois materiais distintos em um único ciclo automatizado.

Como funciona o processo

O processo utiliza injetoras com duas unidades de plastificação independentes.

Em um molde específico, a máquina injeta primeiro o polímero rígido para formar a base estrutural. Logo em seguida, por rotação interna ou machos hidráulicos, a máquina injeta na cavidade recebe o elastômero. Como o primeiro material ainda retém calor, ocorre uma fusão molecular definitiva na interface, descartando adesivos ou travas mecânicas.

Quando migrar para a bi-injeção

A decisão de investir em moldes de bi-injeção envolve uma análise abrangente do custo total da operação. Embora o investimento inicial em ferramental especializado seja maior, o retorno se consolida em projetos de alto volume.

O ganho imediato está na eliminação de etapas secundárias: entregar um componente pronto reduz o inventário, produto tecnicamente superior, o descarte de material e libera espaço na linha de produção.

Adicionalmente, a aderencia química entre plástico e borracha garante vedação hermética estável, sem exigir colagem manual. Todo esse fluxo resulta em precisão dimensional superior, já que os materiais são moldados sob o mesmo fechamento de molde, anulando variações de tolerância mecânica.

Aplicações práticas na linha branca

A tecnologia resolve desafios críticos de alta exigência em refrigeradores, fogões, secadoras e lavadoras de roupa.

Nas formas de gelo bi-componente, combina-se a rigidez do polipropileno na estrutura com a flexibilidade do TPE na base dos nichos, permitindo a extração do gelo sem quebras.

Em painéis de lavadoras, a base em ABS garante fixação rígida enquanto o acionamento emborrachado na superfície blinda os componentes eletrônicos contra a umidade. O mesmo princípio se aplica a manípulos, pé niveladores, gaxetas e anéis de vedação injetados direto sobre suportes plásticos, garantindo a unificação de dois materiais em uma única peça.

Critérios de homologação do fornecedor

Desenvolver componentes multimateriais exige um parceiro industrial que participe desde a fase de design produto. Por isso, avaliar a capacidade técnica do fornecedor de bi-injeção plástica passa por analisar a robustez da engenharia de moldes, o controle de temperatura nas zonas de transição e a experiência em reologia dos polímeros.

O Grupo Focus domina o ciclo completo da bi-injeção, entregando a escala e a precisão que as principais montadoras do país exigem.